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Lei ambiental para reciclagem de vidro de carros na BA

Lei ambiental para reciclagem de vidro de carros na BA


O deputado Capitão Tadeu, PSB, da Bahia, comprou o idéia e vai também trabalhar para aprovar a lei que determina a destinação final do vidro automotivo em todo o território baiano. O deputado conheceu a lei capixaba No 9.013, primeira iniciativa brasileira, de autoria do deputado Luciano Pereira, PSB-ES, e decidiu que vai propor um projeto de lei visando os meus objetivos: preservar a natureza do lixo que surge com as trocas dos vidros de carros e que, em sua grande maioria vai parar no meio ambiente. O deputado e surpreendeu ao tomar conhecimento de que existe no Brasil apenas uma usina de beneficiamento do vidro automotivo que recebe a maior quantidade desse lixo, e que fica em São Paulo.

Um encontro para apresentar a legislação capixaba aconteceu na última quarta-feira, 17, em Salvador, no gabinete do deputado, viabilizado pelo deputado Luciano Pereira. O deputado Capitão Tadeu recebeu o gerente da Autoglass e representante do Iase (Instituto Autoglass) na Bahia, Clóvis Souza Moreira, e a assessora da empresa, Carminha Corrêa. Na oportunidade o deputado conheceu a Autoglass e o Instituto, e recebeu informações complementares que podem ajudar a adaptar a lei capixaba à realidade baiana. A assessoria do Deputado já começou a trabalhar no projeto de lei que será baseado na lei 9.013 de 10 de novembro de 2008, do Espírito Santo.

O começo

No Estado do Espírito Santo a destinação final dos vidros automotivos, através da reciclagem, agora é lei. Fica proibido lançar no meio ambiente os restos dos pára-brisas de carros que são substituídos, evitando assim o impacto ambiental. Pela lei, a reciclagem também não pode causar danos ambientais, deve seguir as normas de saúde e segurança públicas. Segundo dados do setor de vidros automotivos, apenas 5% desse lixo produzido no país vão para a reciclagem, e o resto para o meio ambiente.

Essa lei é uma novidade no Brasil, e, por enquanto, está vigorando apenas no Espírito Santo. O projeto de lei é de autoria do deputado Luciano Pereira da Assembléia Legislativa, e contou com o apoio do Instituto Autoglass Sócio Ambiental de Educação, uma ONG da empresa Autoglass especializada em vidros automotivos.

O Brasil troca 1,5 milhão de pára-brisas por ano, e outros 1,2 milhão de vidros laterais e traseiros. E o custo para os brasileiros supera a R$ 700 milhões anualmente. Um dos motivos disso é a má conservação das estradas brasileiras, além dos furtos e roubos. “Boa parte do lixo produzido com os vidros quebrados, infelizmente, vai parar no meio ambiente onde não se degrada. Essa lei é uma forma de estimular as empresas comerciais a dar uma destinação correta dos vidros substituídos”, explica o deputado.

“A lei aprovada e sancionada no Estado do Espírito Santo servirá de exemplo para o Brasil, onde existe apenas uma empresa de reciclagem de vidros. Na nossa empresa temos o cuidado de recolher os vidros quebrados dos nossos clientes e tudo é transportado para a recicladora em São Paulo", diz o empresário Fernando Chieppe Carreira, diretor da Autoglass que vende os pára-brisas e que junto com o deputado trabalhou para a lei virar uma realidade.
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